Integralistas lamentam perda do professor Paulo Fernando

Amigos, familiares e políticos se reuniram nesta segunda-feira (16/3), no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, para dar o último adeus ao professor Paulo Fernando Melo da Costa, vítima de infarto no último sábado (14/3), aos 58 anos. Católico e nacionalista, Paulo participou de grupos integralistas em Brasília e liderou o núcleo da FIB-DF até 2019.

Paulo foi enterrado com as bandeiras do movimento pró vida e do Botafogo, do qual foi profundo torcedor.

A cerimônia contou com a participação dos escritores José Theodoro Menck e Hugo Studart; a pioneira de Brasília, Natanry Osório e a senadora Damares Alves. Integralistas, membros do movimento pró vida e outras personalidades influentes no meio político também marcaram presença. A Missa foi celebrada pelo padre Luiz Carlos Lodi da Cruz.

Em homenagem a Paulo, reunimos alguns depoimentos de integralistas e simpatizantes que foram próximos ao camisa-verde.

Ana Salgado, sobrinha-neta de Plínio Salgado

Muito triste. Estive semana passada com ele. Almoçamos e fomos a um evento juntos. Ele me ligou durante a semana e eu falei que, se fosse vitorioso como deputado federal, emprestaria as abotoaduras do Plínio Salgado para o primeiro discurso dele no Congresso (tio Plínio usou essas abotoaduras no seu primeiro discurso). Ele ficou exultante. Tambén me enviou um presente pelo correio que ainda não chegou.

Salazar Paredio, DF

Conheci o Paulo Fernando em 2022, enquanto rezávamos um rosário na casa de um conhecido. Ali, eu e ele nos aproximamos bastante. Quando cheguei a morar na rua, ele foi o único que estendeu a mão para me ajudar a fazer minha documentação. Quando estourou o 8 de janeiro, eu fui preso apenas por estar comendo no QG, já que eu estava em situação de rua. Qando saí, ele foi o único que me buscou lá. Foi o único que enviava um assessor no abrigo para saber como eu estava. Nos últimos meses, ele me ajudava em troca de um serviço de venda de livros.

Augusto Costa, DF

Lembro da primeira vez que conheci o Paulo pessoalmente, em dezembro de 2020. Tínhamos ido à sua casa digitalizar livros. Uma pessoa educada, gentil e boa de papo. Sempre demonstrou uma vontade imensa de ajudar o próximo. Nas reuniões em Brasília, fazia questão de explicar ponto por ponto da história do integralismo com o maior carinho. Frequentemente nos presenteava com livros e artefatos raros. Foi um choque saber da sua morte.

Caio Rodrigues, FIB-DF

Conheci o professor Paulo em meados de 2019, quando eu tinha um entusiasmo muito grande pela causa integralista. Sempre o achei um sujeito simples e simpático. Ele me emprestou muitos livros de seu vasto acervo. Agora recebi a triste notícia de seu falecimento, isso simplesmente dói no coração.

Leo Marinho, DF

Dr. Paulo Fernando, para mim, foi mais que um deputado. Foi um peça fundamental para o nacionalismo no país.

Sérgio de Vasconcellos, DF

Conheci virtualmente o Companheiro Paulo Fernando em 2004 – talvez antes, mesmo – , e se não me falha a memória, pessoalmente, em uma Reunião em São Paulo, cujo ano eu não me lembro exatamente (2006?). Mantivemos contato permanentemente, seja presencialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a distância pela Internet. Considero e sempre considerei o Companheiro Paulo Fernando um dos mais corajosos baluartes do Movimento Integralista, sempre guiando os companheiros de todo o Brasil com uma orientação segura, exata, perfeita.

Um Grande Pensador Integralista, que muito fará falta neste momento de crise que o Brasil atravessa e que a sua palavra lúcida seria vital principalmente para os Jovens do Movimento Integralista. Para ser sincero, ainda não me recuperei do choque que a perda do companheiro me causou, mas, sei que lá na milícia do além ele continuará batalhando pela causa integralista.

Anauê!

Cleiton Oliveira, GO

Meus primeiros contatos com o Professor Paulo foram por carta e telefone, até que, em 1998, ele foi a Goiânia ministrar aulas em um curso preparatório para concurso, momento em que nos conhecemos pessoalmente. Depois, os contatos foram constantes e frequentes. Estive em seu casamento, fomos algumas vezes juntos a Anápolis-GO, nos encontramos em Santos-SP. Ele sempre compareceu aos eventos realizados em Goiânia na década de 1990.

O pensamento político, a luta pela vida e a fé nos aproximavam. Uma pessoa humana, um amigo verdadeiro — daqueles que, mesmo com a distância e o tempo nos separando, quando nos encontrávamos, a identidade era instantânea.

Uma perda imensa para a família, para os companheiros e para o Brasil. A atuação pró-vida do companheiro Paulo Fernando, sem sombra de dúvida, é responsável pela barreira ao avanço do aborto legal no Brasil. Sem sua atuação firme e diuturna, essa pauta estaria muito mais avançada. Ele bateu, por décadas, às portas de todos os gabinetes de deputados, sempre que o tema ameaçava vir à tona.

Mas não foi apenas nessa frente política que atuou. No dia a dia, a luta contra o aborto fez dele um baluarte no enfrentamento direto e prático a esse mal. Sua estratégia era colar cartazes com a mensagem “Quer abortar? Ligue!”, e, ao receber as ligações, oferecer acolhida e convencimento a jovens — na maioria das vezes abandonadas ou pressionadas por seus companheiros. Assim, salvou centenas de vidas e se orgulhava de ter muitos afilhados.

Foi ainda um grande bibliófilo e, sempre que tinha um exemplar em duplicata, sabendo dos meus interesses, me informava — devo muito do meu acervo à valiosa contribuição do companheiro.

Que Deus o tenha. Que continue rogando por nós na milícia do além.

Ao amigo, ao companheiro: Anauê! Anauê! Anauê!

Breno Silva, DF

Ele ajudou a formar muita gente. Muitas pessoas saíram da ignorância com a ajuda dele. Ele transmitia muita serenidade e paz.

A luta por um Brasil melhor perdeu uma grande pessoa. Ele ajudou muitas pessoas na formação. Tava lendo as mensagens no Instagram. São muitas e muito bonitas. O legado dele permanece vivo nas mentes e corações que ele ajudou a construir uma visão de mundo melhor.

Victor Barbuy, SP

Conheci o saudoso companheiro Paulo Fernando no ano de 2005, em São Paulo, numa reunião da Casa de Plínio Salgado, instituição de que, aliás, era ele o atual presidente. Desde então mantivemos contato permanente por meio da Internet e nos encontramos diversas vezes por ocasião de vindas suas à Capital Paulista e também certa feita no Rio de Janeiro. Em 2006, quando foi candidato a Deputado Estadual pelo PRONA (Partido de Reedificação da Ordem Nacional) em São Paulo, participei ativamente de sua campanha. Acompanhei com profunda admiração e vivo entusiasmo, desde antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente, o seu formidável trabalho no Movimento em Defesa da Vida e da Família e também no PRONA, na Câmara dos Deputados (onde foi assessor, dentre outros, do Deputado Federal Elimar Máximo Damasceno, braço direito do Dr. Enéas), na advocacia e, é claro, no Movimento Integralista, assim como mais recentemente acompanhei, com não menor admiração e entusiasmo, a sua não menos formidável atuação como Secretário Nacional do Idoso Adjunto no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e assessor especial da Ministra Damares Alves, no governo do Presidente Jair Bolsonaro, e, em seguida, como Deputado Federal, sem esquecer tudo o que realizou no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e na Ação Social do Planalto. Foi ele, sem dúvida alguma, um dos mais brilhantes e bravos soldados de Cristo Rei e da Nação Brasileira que tive a oportunidade de conhecer ao longo de minha jornada terrena e penso que sua perda seja irreparável, tanto para a Causa da Vida e da Família quanto para o autêntico Movimento Nacionalista desta Terra de Santa Cruz. Resta-me, contudo, o consolo de saber que ele combateu o bom combate, completou sua carreira e guardou a Fé, bem como a esperança de que esse exemplar cristão viverá eternamente, junto de Deus, na Pátria Celeste, e de que o Criador suscitará, nas gerações do Porvir, homens da sua têmpera.

Matheus Zomé, MG

Nunca vi em Paulo Fernando a mínima soberba. As suas atitudes me impressionaram continuamente, desde que o conheci. Do alto de seu prestígio, ele era o mais humilde e sereno dos integralistas. Acolhia os jovens de pouca formação, e os defendia contra todos, mesmo que fizessem a maior besteira. Estava sempre disposto a ajudar em tudo o que fosse preciso. Nunca recuou em público; jamais tentou esconder nenhuma de suas convicções.

Ricardo Vilar, DF

Quando conheci o professor Paulo Fernando, fiquei um pouco receoso de conversar com ele, afinal ele era um deputado e advogado renomado. Mas logo nos outros encontros, esse receio se esvaiu e vi que ele era um homem bom, gentil, e culto. Quando fui em sua casa, fiquei encantado com sua coleção de livros. Ele me apresentou toda sua coleção e falou dela com todo carinho e cuidado.

Pude ver e presenciar que ele era um homem tocado pelo Espírito Santo. Tinha intenções boas com a nossa sociedade e nação. Homens como ele estão em falta.

Farás falta, professor Paulo Fernando. Que nosso senhor Jesus Cristo abençoe sua família.

Lucas P. Carvalho, SP

Me sinto incapaz de escrever sobre o caríssimo amigo e companheiro Paulo Fernando. Qualquer coisa menor que um livro é pouco – vergonhosamente pouco.

Paulo Fernando é um herói nacional, com inúmeras ações que poucos sabem. Anauê Anauê Anauê!

Redação Nova Acção

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